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O Sabre e o Blaster – Parte II

Dunia BastEm um beco escuro em Nar Shaddaa, Rama-Vatar e Dunia Bast estão cercados por agentes do Black Sun, uma das maiores e mais perigosas organizações criminosas da Galáxia.

Protegidos atrás de uma das paredes do beco sem saída, o Togruta Jedi e a Twi’lek Bounty Hunter decidem seu próximo curso de ação frente à chuva de tiros de blaster.

“O que você fez para atrair a atenção do Black Sun?” Pergunta o Jedi sobre o barulho de blasters atingindo caixas e metal.

“Eu?? Como vou saber? Eles são todos loucos! Bem, o importante é que estamos sob fogo letal e você quer me interrogar agora?” Indignada.

“Tudo bem, então. Me dê cobertura!” Mal termina a frase e o Jedi já é um borrão super veloz. Dunia atira, chamando a atenção dos atacantes.

Seis operativos, todos humanos, carregam rifles blasters pesados. Rama é tão rápido que dois deles só notam sua presença quando seus rifles são cortados ao meio por outro borrão azul. Outro agente atrás do Jedi é atingido por um tiro de blaster certeiro. Rama olha para os três agentes armados restantes, chama a Força e os arremessa de encontro à parede com um pulso telecinético, os desacordando.

Um capanga de outra organização teria fugido ao enfrentar um Jedi e estando em desvantagem, mas não um operativo do Black Sun. Os dois agentes que foram desarmados se entreolham, sacam vibro-adagas e avançam no Jedi, imaginando que Rama é melhor em defletir blasters que no combate corpo-a-corpo. Rama se prepara para receber o ataque. Nenhuma das duas lâminas vibrantes consegue sequer vencer os reflexos aguçados do Jedi, que rapidamente contra-ataca. Utilizando a técnica Cho Mai, Rama decepa a mão armada de um dos atacantes, que cai no chão em agonia, segurando o coto amputado e cauterizado pelo Sabre de Luz. Com a atenção agora voltada para o Jedi, o último agente nem nota a aproximação da Bounty Hunter até levar um tiro no meio do peito.

“Queriam me matar, não é?” Enfurecida, ela se dirige ao agente que teve a mão decepada e está no chão aos pés de Rama, já apontando sua pistola em sua direção.

“Você acha que pode me ameaçar, fêmea? Não devia estar dançando em alguma cantina por aí?” fala debochando, tentando aguentar a dor.

“Calma, Dunia. Existem outras maneiras de se conseguir informações.” o Jedi se agacha e movimenta sua mão esquerda tranquilamente à frente do agente incapacitado. “Você quer nos dizer por que estavam tentando capturar a Srta. Bast.”

“Eu… Eu quero… EU QUERO QUE VOCÊS EXPLODAM!!” Grita e retira de um compartimento em suas vestes uma esfera metálica do tamanho de um punho fechado. Um detonador termal com gatilho já ativado.

Por um segundo que parece uma eternidade, Dunia fita a bomba incrédula. Rama, sempre atento, agarra a bela Twi’lek pela cintura e os dois se tornam um borrão super veloz.

Criando uma fusão que gera um campo térmico e energético rapidamente expansivo, não é a toa que os detonadores termais são ilegais em toda a Galáxia. O agente do Black Sun explode (às gargalhadas) e leva consigo metade do quarteirão.

Seguros e longe dali, o Jedi e a Bounty Hunter já conseguem ver os dróides-ASP-controladores-de-dano apagando os incêndios secundários e vasculhando os destroços. Rama-Vatar se concentra e a Força lhe diz não ter havido outras vítimas fatais no incidente. Os corpos encontrados são apenas o do suicida e os de seus aliados.

Rama, inconscientemente, ainda tem suas mãos ao redor da cintura de Dunia. Dando um olhar sarcástico, ela pergunta “Você se importa?”. Rama cai em si e larga a Twi’lek rapidamente em um sobressalto. Se fosse possível para um Togruta parecer mais vermelho, Rama com certeza o estaria, tamanho é seu embaraço. “Peço desculpas, eu não pretendia…”

“Não há nada a desculpar; Você salvou a minha vida… de novo” interrompeu a Twi’lek.

Eles trocam olhares gentis e Rama não deixa de notar o modo como Dunia se movimenta. É quase uma dança. Não, mais que uma dança; beira à disciplina marcial de um lutador veterano acostumado a tomar posturas de batalha. Ela é muito mais que um simples blaster pensa.

“Certo. Mas agora como saberemos o que o Black Sun queria de você?” pergunta o Jedi.

“Eu sei onde é sua base.” responde calmamente a Bounty Hunter.

“Sabe?”

“Claro. A pergunta é: Quem seria louco o suficiente para invadi-la.” Retruca. “Mas com a ajuda de um Jedi…” Dunia abre o sorriso mais iluminado que Rama já viu.

“Tudo bem. Eu a ajudo a descobrir qual o interesse do Black Sun em você, mas você irá responder a todas as minhas perguntas em relação à minha investigação.”

“Feito.”XL-R8

Rama pega seu comlink e o liga. “Excel, triangule minha localização e traga Star Vixen aqui.”

A Twi’lek ouve como resposta apenas uma sequência de bipes e cliques.

Em poucos minutos, uma nave espacial com um dróide acoplado pousa nas proximidades.

“Esta é Star Vixen, uma…”

“Uma Delta-12 Skysprite modificada com canhões Laser” interrompe Dunia. “E este deve ser Excel.”

“Sim. XL-R8. Um dróide Astromech da série R8.” Explica Rama-Vatar. “Ele já me salvou muitas vezes em combates espaciais, não é, Excel?” Fala o Jedi de um modo quase carinhoso.

Se for possível a um dróide expressar alguma emoção, Excel emite um assovio que poderia ser traduzido como orgulho.

Já abordo da espaçonave, Dunia descreve as coordenadas para Rama, que as insere no Navicomputador. O destino é quase do outro lado da lua e, em poucas horas, chegam.

O Jedi agora se encontra num lugar semelhante aos níveis inferiores de Coruscant. Mais escura e suja e, talvez, mais perigosa.

“Excel, fique atento ao meu chamado.” Dizendo isso, Rama e Dunia deixam a espaçonave e andam por mais algum tempo por alamedas cheias de roedores e um cheiro indescritivelmente acre. Mais algumas poucas curvas e Dunia sinaliza para pararem.

“Ali.” Aponta para uma porta comum enquanto recarrega as células de energia de seu blaster.

De repente, o Jedi sente a presença do Lado Negro da Força. Concentra-se e focaliza em uma humana de cabelos negros e trajando um vestido de tons de vermelho; em seu antebraço esquerdo, um bracelete metálico peculiar e, preso a sua cintura, um outro objeto metálico cilíndrico. Não parece um Sabre de Luz pensa Rama. Esta humana entra na porta apontada pela Twi’lek.

“Desgraçada!” Dunia fala um pouco mais alto do que pretendia.

“Você a conhece?”

“Sim. Ela estava disputando comigo uma vaga como operativa do Black Sun.”

“O quê?? Uma operativa do Black Sun? Você mentiu pra mim?” pergunta Rama indignado.

“Bem, tecnicamente, você não me perguntou isso diretamente… Tudo bem, eu menti.” Fala cabisbaixa, algo arrependida.

“O que mais você está escondendo de mim?”

“Eu roubei as pérolas de Dragão Krayt por ordem de Mon-Sundaar, Vigo do Black Sun. Mas eu juro que não matei aquelas pessoas. O Clã dos Hutts estava pagando bem melhor pelas pérolas, então eu as vendi para eles, mas não creio que isso seria suficiente para Mon querer a minha cabeça. Quando percebi que os benefícios que o Black Sun oferecia não compensavam os riscos, eu resolvi desistir. Quanto a ela, ela sim é uma assassina”

“Tudo bem, por enquanto. Eu já dei minha palavra. Vamos terminar logo com isso.”

Dentro do covil do Black Sun, Kalrana Korr dá um pequeno sorriso pois também sentiu a presença do Jedi. Finalmente um desafio digno de uma Bruxa de Dathomir ela pensa.

Continua…

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